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Placas senis, Peptídeo beta-amilóide e a Doença de Alzheimer

janeiro 15, 2013

As placas senis são as primeiras mudanças anatopatológicas observáveis na doença de Alzheimer. Elas têm como principal constituinte o beta amilóide (ßA). O ßA, péptideo de tamanho variável de cadeia (de 39-43aminoácidos), é um produto natural do metabolismo da proteína precursora de amilóide (PPA). A PPA tem características estruturais semelhantes às proteínas de membrana: um extenso seguimento extracelular amino terminal e um curto seguimento intracelular carboxil terminal. Esta proteína se expressa em numerosas células e tecidos do organismo, incluindo os neurônios, as células musculares lisas da parede vascular e as plaquetas.

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Ainda é desconhecida a função da PPA na célula, mas uma hipótese é de que ela intervenha como um receptor de proteínas G de membrana, por meio das quais envia sinais químicos ao interior da célula. Também se sabe que sua expressão é aumentada durante fenômenos de stress celular, ainda que se desconheçam os mecanismos que induzem este aumento ou a sua relação com a doença de Alzheimer.

A PPA é sintetizada no retículo endoplasmático rugoso e então passa pelo aparato de Golgi, onde ela é glicosilada, e daí segue para uma vesícula de transporte, então atravessa o citoplasma e, por ultimo, se insere na membrana celular. Ali podem ocorrer dois processos mediante a ação de diversas proteases, que competem pela mesma parte da proteína:

Na via mais comum, uma protease conhecida como α-secretase, cliva a PPA de modo a liberar um fragmento extracelular de aproximadamente 695 aminoácidos. A parte que permanece integrada à membrana é processada posteriormente pela ação de uma segunda enzima, a  g-secretase, que libera a parte carboxil terminal da proteína para sua posterior degradação. Essa via é conhecida como via amiloidogênica, pois a ação da α-secretase previne a formação do peptídeo ßA, e com isso impede formação de depósitos desse peptídeo.

Na outra via, uma parte do PPA é processada de maneira diferente. Outra secretase, chamada ß-secretase, cliva a PPA liberando um fragmento terminal mais extenso, que ao ser processado pela g-secretase, libera o peptídeo bA. Este peptídeo tem solubilidade limitada e forma agregados que constituem as fibrilas insolúveis encontradas nas placas senis.

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A imagem mostra a clivagem da PPA pela ß-secretase e a posterior ação da g-secretase na formação do peptídeo ßA.

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A imagem mostra uma simplificada comparação entre as principais vias de processamento da PPA.

Evidencias sugerem que os depósitos de ßA desencadeiam a resposta inflamatória e não que sejam produtos delas. Embora, a liberação de citoquinas durante a etapa inicial desta resposta conduzira a um maior acumulo de ßA. Tem sido demonstrado por varias observações in situ e in vitru, que o ßA desencadeia a reação inflamatória no cérebro de pacientes com Alzheimer.

 

 

Bibliografia:

http://scielo.sld.cu/scielo.php?pid=S0864-03002002000400006&script=sci_arttext  (Revista Cubana de Investigaciones Biomédicas)

http://unifenasresumida.blogspot.com.br/2012/12/alzheimer.html

http://www.precepta.com.br/blog/cientistas-identificam-mutacao-protege-contra-doenca-de-alzheimer/

http://anatpat.unicamp.br/bineualzheimer.html

 

Escrito por: Natália Menezes Corrêa

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From → Causas

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