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Proteina Tau e a doença de Alzheimer

janeiro 18, 2013
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A proteína Tau é encontrada nos emaranhados de degeneração neuobibrilares, os quais constituem uma das características histológicas mais importantes da doença de Alzheimer. São encontradas no citoplasma neuronal e seu número está diretamente relacionado com o grau de severidade da doença. Estes emaranhados sao constituídos por acumulo de filamentos helicoidais emparelhados, que apresentam características diferentes dos neuro-filamentos e microtubulos normais.
Um dos componentes fundamentais destes emaranhados é uma forma anormalmente fosforilada da proteína Tau. Os emaranhados de degeneração neurofibrilar tendem a ser mais abundantes nas áreas onde a destruição neuronal é mais intensa, como na região do hipocampo e nas zonas adjacentes ao lóbulo temporal (estruturas com grande importância na função da memória).
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Os emaranhados neurofibrilares são na verdade estruturas características da doença de Alzheimer, não sao exclusivos dela. Pois aparecem em outras enfermidades neurodegenerarivas como: paralisia supranuclear progressiva (PSP), demência acompanhada de parkinsonismo, demência do tipo frontão-temporal.
O gene que codifica a proteína Tau se encontra no cromossomo 17 e produz um RNAm que se processa dando lugar a até 6 isoformas diferentes. Essas isoformas se diferenciam entre si na presença ou na ausência de exons 2,3 e 10. As combinações desses éxons sao as que originam as 6 isoformas. O tipo de isoformas que agrega cada doença neurodegenerariva é relativamente específico. Dessa forma, enquanto no Alzheimer as 6 isoformas formam parte dos emaranhados neurofibrilares, na PSP, somente se observam isoformas que contém o éxon 10.
 Os microtubulos sao um dos 3 maiores constituintes do citoesqueleto neuronal, os outros constituintes são os neurofilamentos e microfilamentos. Todos formam parte da infraestrutura neuronal e participam nas funções como transporte axonal  de nutrientes e outras substancias, e também do mantimento da integridade estrutural do neurônio.
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A Tau tem como função facilitar a polimerização da tubulina na célula, de maneira que se formem os microtubulos. Nos emaranhados neurofibrilares a agregação de Tau se dá pela fosforilação irreversível sofrida por essa proteína. Isso impede a sua função normal e por vez facilita sua agregação em fibrilas. O efeito destes eventos é a alteração de da estrutura dos microtubulos que junto com o empacotamento da proteína Tau provoca implicações no mecanismo de transporte neuronal. Como consequência disso, o neurônio não pode transmitir sinais elétricos nem transportar nutrientes.
Escrito por Natália Menezes Corrêa
Bibliografia
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