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Introdução aos Sintomas

janeiro 19, 2013

Como toda patologia, foram categorizados os sintomas característicos da Doença de Alzheimer, com um fim de se estabelecer uma sistematização para que se identifique a doença corretamente. Os cientistas, no entanto, ainda tentam entender a sequência exata de eventos bioquímicos que podem levar à deposição de placas e, consequentemente, à manifestação dos sintomas. Várias hipóteses foram criadas; nos posts seguintes elas serão discutidas.

Neste post, faremos uma introdução à sintomatologia clínica da doença. Baseando-se em observações clínicas e estudos consecutivos, tem-se uma lista dos dez principais sinais e sintomas da Doença de Alzheimer segundo o Fisher For Alzheimer’s Research Foundation, listados a seguir:

1) Perda de memória

2) Dificuldade em executar tarefas rotineiras

3) Problemas com Linguagem

4) Desorientação com tempo e espaço

5) Declínio na capacidade de julgamento

6) Problemas com pensamentos abstratos

7) Confusão com objetos e locais de guardá-los

8) Alteração de humor e comportamento

9) Mudança na personalidade

10) Perda de iniciativa (falta de energia para desempenhar tarefas)

Dr. Barry Reisberg, Diretor Clínico do Centro de Pesquisa de Envelhecimento e Demência da Universidade de Nova York, enumerou os sete estágios da Doença de Alzheimer. Tal sistematização é adotada pela Alzheimer’s Association e será também a que este blog se baseará daqui para frente em seus posts. A seguir, colocaremos também a listagem de cada estágio da doença:

Estágio I: Normal

Nesse estágio, o indivíduo está livre de qualquer sintoma, disfunção cognitiva ou alteração comportamental, não tendo portanto qualquer indício patológico. Mais comum em indivíduos jovens, mas presente em todas as idades.

Estágio II: Aumento normal no esquecimento em decorrência da idade

Com o avançar da idade, a maioria dos indivíduos se queixarão da diminuição da capacidade de memorização e da ocorrência de esquecimentos esporádicos.

Estágio III: Perda Cognitiva Leve

Nesse estágio, a perda cognitiva já é perceptível e se manifesta sob a forma de perguntas repetitivas e na dificuldade na aquisição de novas técnicas e conhecimentos. O prognóstico é variável, podendo haver tanto evolução nos sintomas (com o aparecimento de demência) ou se manter estacada a progressão da doença.

Estágio IV: Doença de Alzheimer Leve

O diagnóstico pode ocorrer com grande precisão nesse estágio; aqui ocorrem dificuldades na escrita (necessitando-se muitas vezes de auxílio alheio) e no desempenho de tarefas manuais, como cozinhar. Tem duração aproximada de 2 anos; nesse meio tempo, é muito comum o indivíduo negar-se a aceitar que sofre de perda cognitiva, forçando uma diminuição na emotividade.

Estágio V: Doença de Alzheimer Moderada

Ocorrem déficits em atividades básicas do dia-a-dia, tais quais a escolha de roupas para usar durante o dia. Ocorre aumento substancial da dependência do indivíduo; as perdas cognitivas aumentam, tornando a memória do paciente cada vez mais inconstante. Início da perda de memória de longo prazo. Duração média de 1 ano e meio.

Estágio VI: Doença de Alzheimer Moderadamente Severa

O paciente necessita de ajuda também para colocar a própria roupa, para regular a temperatura do banho, e podem desenvolver incontinência urinária e fecal. A perda de memória se intensifica, e os primeiros sintomas graves de alteração comportamental podem ocorrer; tais sintomas podem também ser devidos à situação psicológica (não apenas neurológico-bioquímica) do paciente. Nesse ponto, o indivíduo já está totalmente dependente, apresentando também déficits de linguagem. Duração média de dois anos e meio.

Estágio VII: Doença de Alzheimer Severa

Dependência completa para a sobrevivência do paciente. Fala quase ininteligível, evoluindo para a completa ineficiência de linguagem. Logo em seguida, o paciente vai apresentando crescente dificuldade locomotora, intensificando-se com uma rigidez muscular generalizada. O paciente também perde a capacidade de sorrir e, nas fases finais, a capacidade de manter o pescoço em pé.  Ocorrem diversas outras alterações nos reflexos e no tônus muscular, incluindo contraturas permanentes em algumas partes do corpo. A morte pode ocorrer por pneumonia (devido a alterações na inervação dos músculos respiratórios), infecções de úlceras advindas de decúbito dorsal prolongado ou outras causas correlatas; além disso, pacientes com Doença de Alzheimer costumam ser mais vulneráveis a causas comuns de mortalidade da terceira idade (derrames, doenças cardíacas e câncer).

A separação em estágios, como já foi dito, é de importância crucial para o diagnóstico e tratamento da doença, além de ser útil também para um melhor entendimento acerca dela.

BIBLIOGRAFIA:

http://www.alzinfo.org/clinical-stages-of-alzheimers/?mtc=google&kwd=alzheimers_stages&gclid=CL3Z5Lyi87QCFQ3nnAodAGsAUA

http://www.alzinfo.org/top-ten-alzheimers-signs-symptoms

Escrito por: Diogo Almeida Carneiro

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