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Prevenção com as Vitaminas

fevereiro 12, 2013

Alô você, como anda o seu feriadão?

Bem, no post do dia tratarei sobre a importância da obtenção de vitaminas para um possível retardamento do processo de instalação da doença de Alzheimer, sendo assim, a prevenção acaba se confundindo com um possível tratamento. Entrarão em pauta três eixos básicos: o papel das vitaminas do complexo B, as vitaminas antioxidantes e a vitamina D3.

Sabe-se que idosos frequentemente têm maior risco de deficiência nutricional como resultado de uma dieta pobre tanto em micro quanto em macronutrientes, maior uso de medicamentos, consumo de álcool, e a própria diminuição de absorção natural do organismo na idade avançada. Como a ingestão de alimentos que fornecem vitaminas (como frutas, legumes e folhas), também é menos observada; vê-se a importância natural do abastecimento das vitaminas.

As vitaminas do complexo B participam como cofatores de relevantes reações do sistema nervoso (como a obtenção de energia, síntese de mielina e síntese de neurotransmissores). Assim, uma deficiência delas está associada a desordens do cérebro relacionadas a funções cognitivas. Por exemplo: a deficiência de niacina(B3) pode resultar em demência; de folato(B9), em depressão; de B12, em demência reversível; de B6, em disfunções eletrofisiológicas como convulsões.

Para entender melhor o papel dessas vitaminas B, vale a pena entender o que é a homocisteína – aminoácido natural, produzida após a nutrição com carne e lacticínios, como produto do metabolismo da metionina; ainda é pouco difundida no senso comum brasileiro, mas está diretamente relacionada ao desenvolvimento de doenças coronarianas. Sua alta concentração no organismo está vinculada a diminuição da função neuro cognitiva e ao mal de Alzheimer.

Há algumas interpretações bioquímicas para tentar explicar a relação entre o déficit desse grupo de vitaminas, elevadas concentrações de homocisteína no plasma e perda da função neuro cognitiva. Tudo leva a crer que níveis inadequados dessas vitaminas podem conduzir a uma insuficiente metilação de homocisteína a metionina e, por sua vez, a uma síntese reduzida de S-adenosilmetionina, doador universal de grupos metila, os quais podem limitar a disponibilidade dos grupos metila essenciais ao metabolismo da mielina, neurotransmissores e membrana de fosfolipídios. Essa hipo metilação poderia alterar algumas vias metabólicas específicas do cérebro, que acabam por acarretar a deterioração cognitiva.

Veja onde atua cada enzima do complexo B no metabolismo da homocisteína: a B12, a PLP que é a B6, e a FAD, a forma coenzimática da riboflavina(B2).

Veja onde atua cada vitamina do complexo B no metabolismo da homocisteína: a B12, a PLP que é a B6, e a FAD, a forma coenzimática da riboflavina(B2).

As vitaminas antioxidantes (A, C, E e carotenoides) têm também grande importância haja vista que o sistema nervoso central é particularmente vulnerável ao dano por radicais livres, devido ao alto consumo de oxigênio do cérebro e a escassez de enzimas antioxidantes, em comparação com outros tecidos. E como mostrado no post passado, o estresse oxidativo está intimamente relacionado ao Alzheimer. Então, os antioxidantes funcionariam como atenuadores do estresse oxidativo induzido pela famosa ß-amiloide.

Apesar de alguns estudos não conseguirem verificar a relação dessas vitaminas com retardo do Alzheimer, muitos outros têm demonstrado que elas estão em menores concentrações em indivíduos enfermos em relação aos grupos saudáveis; indicando que são consumidas após uma excessiva produção de radicais livres, dessa forma sua ingestão pela dieta ou suplementos vitamínicos pode exercer um efeito protetor frente à deterioração cognitiva no Alzheimer.

Por fim, temos a vitamina D3. Estudos recentes têm encontrado que a vitamina D3 pode ativar genes e vias celulares de sinalização para ajudar a estimular o sistema imune para a retirada da ß-amiloide. Parece que o aumento de D3, na sua forma ativa, abre canais de cloro específicos e possibilita a fagocitação da proteína. Em suma, ela parece ser uma importante reguladora das atividades imunes de macrófagos pelo mecanismo de expressão gênica. Para um entendimento mais preciso e completo, vide os últimos dois links da bibliografia.

A fonte mais usual dessas vitaminas são:
-para as vitaminas do complexo B: grãos integrais, cereais, carnes, verduras, etc.
-para as vitaminas antioxidantes: cenoura, frutas cítricas, sementes, óleos vegetais, legumes, etc.
-para a vitamina D3: a exposição solar (biossíntese a partir do colesterol) e peixes com alto grau de gordura.
Ou você pode tomar um multivitamínico também, ninguém vai te impedir oras.

-Me vê todas, Seu Zé!

-Me vê todas, Seu Zé!

Escrito por: Rafael Fernandes de Almeida

Bibliografia:

http://scielo.sld.cu/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0864-34662005000400009&lang=pt

http://en.wikipedia.org/wiki/Homocysteine

http://www.sciencedaily.com/releases/2012/03/120306131845.htm

http://www.j-alz.com/issues/29/vol29-1.html

(ver páginas 51-62)

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