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A Prevenção e os Exercícios

fevereiro 18, 2013

Oi pessoal, como é que está aquela força?

O objetivo desse post é explicitar a relação entre os exercícios e a prevenção do Alzheimer Essa talvez seja a publicação mais relevante na categoria de Prevenção. Como foi falado no post de Introdução à Prevenção, a prática de exercícios físicos e os hábitos saudáveis corroboram para a menor incidência da doença, assim como os exercícios mentais.

Todo mundo lendo, todo mundo se prevenindo. Que felicidade!

Todo mundo lendo, todo mundo se prevenindo. Que felicidade!

Exercícios mentais se referem basicamente a estimulações cognitivas no sistema nervoso central com o fim de privilegiar a saúde. O que envolve desde as atividades mais corriqueiras como lembrar qual é o dia da semana após acordar, a pensamentos bem elaborados como resolver uma inequação do quarto grau. Nessas atividades, neurônios estabelecem conexões entre si, formando redes de intercomunicação cada vez mais complexas, estimulando a liberação de mais neurotransmissores, e permitindo uma expansão na capacidade cognitiva. Há a hipótese de reserva cognitiva, que refere-se ao aumento tamanho do cérebro ou densidade sináptica pela prática contínua de exercícios mentais: pessoas que tiveram uma educação muito avançada apresentariam maior reserva cognitiva e maior probablidade de desenvolver o Alzheimer mais tarde do que aqueles que nem terminaram o ensino fundamental, por exemplo.

Estudos mostram que idosos que recebem treinamento cognitivo experienciam uma menor taxa de desenvolvimento do Alzheimer. Nesse sentido, talvez seja mais correto dizer que exercícios mentais não previnem a doença de fato, mas retardam o seu aparecimento. Exemplos de exercícios mentais não se restringem a palavras-cruzadas e xadrez. Vão muito além, já que eles são atividades cerebrais, pode-se ter uma ampla gama de opções, como aqueles citados no post de Introdução ou outros como: incorporar o máximo de sentidos nas atividades cotidianas, seja vestindo roupas de olhos fechados, ou sentir o aroma das flores ao escutar música; tentar realizar atividades menos usuais como usar a mão não dominante mais vezes, lembrar quais foram as suas refeições na última semana e assim por diante.

Há muitos estudos epidemiológicos que suportam a efetividade de exercícios mentais. Contudo, há quem diga que a evidência real preventina é pequena, que a saúde do cérebro é dependente de muitos outros fatores, e que a genética responde por boa parte dela. Sendo assim, não se deve oferecer falsa esperança ao idoso e a sua família. Essa linha de pensamento é menos frequente, e para fins da tentativa de melhora clínica do paciente talvez não deva ser levada em conta.

Os exercícios físicos (conjunto de atividades motoras e esqueléticas que melhora ou mantém a boa condição física) parecem ser também vitais para o funcionamento do cérebro, e a atividade preventiva dele é menos duvidada. Eles proporcionam por si só uma melhora na saúde global do organismo, atingindo vários sistemas. Em relação ao sistem nervoso em especial, consegue-se efeitos positivos como melhoras no quadro de depressão, ansiedade e stress, auto-estima, habilidades sociais, melhor qualidade de sono e a lista continua.

Exercitar-se fisicamente aprimora a plasticidade sináptica e a inteligência espacial na região do hipocampo, a dança, por exemplo, é uma atividade muito complexa que trabalha de forma conjunta os exercícios físicos e mentais. A explicação dos benefícios da atividade física do sistema nervoso central fundamenta-se no aumento do fluxo sanguíneo cerebral (logo a oxigenação e a nutrição dos tecidos), no aumento de fatores de crescimento que induzem a neurogênese (criação de novas células nervosas), e na elevação das taxas de neurotransmissores.

Essa última categoria ajuda na cognição e inclui a dopamina, o glutamato, norepinefrina, e serotonina. Neurotransmissores de grande importância, responsáveis em parte pelo sistema de recompensa na aprendizagem, memória, transmissão de sinais entre neurônios, e até mesmo da sensação de bem-estar e felicidade.

Por fim, exercícios também estão relacionados ao aumento da quantidade de BNDF (Brain-derived neurotrophic factor), servindo como facilitadores do aumento da neuroplasticidade. BNDF é uma proteína que ajuda na sobrevivência de neurônios, estimulando o seu crescimento e diferenciação, e de sinapses também, pelo brotamento de axônios e dendritos, tendo papel de destaque no desenvolvimento neural.

Por mais que ainda não haja um protocolo de recomendações a respeito do tipo e intensidade da atividade física necessária para produzir benefícios no funcionamento cognitivo. É observado que a sua prática regular contribui para a preservação ou melhora das funções cognitivas em pacientes com a doença.
Só não vale mesmo é ficar parado!

Uhuuul, quem diria que o Seu Zé tinha esses movimentos?

Uhuuul, quem diria que o Seu Zé tinha esses movimentos?

Escrito por: Rafael Fernandes de Almeida

Bibliografia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Mental_exercise
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0306452297005769
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-282X2008000300007&script=sci_arttext
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462009000200014&lang=pt
http://en.wikipedia.org/wiki/Neurotrophin
http://en.wikipedia.org/wiki/Physical_exercise
http://www.plosmedicine.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pmed.0020007

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