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Alzheimer e o Sono – mais um passo no diagnóstico precoce

fevereiro 27, 2013
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A vovó está me contando uma história… A vovó tem Alzheimer… A vovó dormiu…

Pesquisadores da Universidade Dalhousie em Halifax, no Canadá, descobriram recentemente um sintoma que aparentemente se manifesta na doença de Alzheimer antes de qualquer outro. O aparecimento desse sintoma já é um forte indicador, e dentro de apenas dois anos o paciente já desenvolve os demais sintomas da doença. Além disso, a gravidade da doença é proporcional a ele. Mas o que poderia ter uma relação tão forte com a doença e até tão recentemente (artigo publicado em outubro de 2012) não ser descoberto. Ora, um sintoma muito silencioso, tranquilo… O Sono!!

Foram estudadas pessoas com mais de 50 em 12 países europeus, em uma pesquisa em longo prazo que media a qualidade do sono entre essas pessoas. Aqueles que desenvolviam distúrbios no sono, como dormir demais, quando se pretendia apenas tirar um cochilo, ou sentia sonolência durante o dia, ou ainda precisam de medicação para dormir, ou dormem sem repousar (continuam cansados), desenvolveram a doença dentro de um prazo médio de dois anos.

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Rato sonolento. Essa ß-amiloide…

O que os pesquisadores se indagam no momento é se as pessoas desenvolvem Alzheimer por que problemas no sono aceleram a deposição de ß-amiloide, ou se a deposição de ß-amiloide causa problemas no sono. Experimentos com ratos com deposição de ß-amiloide mostraram que os ratos que antes apresentavam uma rotina de sono normal, após a presença das placas, passaram a apresentar problemas no sono. Após tratamento dos animais eliminando as placas, os ratos voltaram a dormir bem e regularmente. Dessa forma, aparentemente, a deposição de placas determinam os distúrbios no sono. Mais testes são necessários para confirmação.

Os pesquisadores procuram saber ainda se há alteração na expressão gênica do controle do ciclo de sono, o que pode levar a tratamentos contra o Alzheimer. Dessa forma, além do diagnóstico extremamente precoce pela observação do sono e seguinte análise dos níveis de ß-amiloide, seria possível combater esses problemas de maneira mais eficaz.

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De onde vem todo esse sono, meu Deus?

Assim, vimos que o diagnóstico de Alzheimer está avançando para métodos cada vez mais simples. O sono, por exemplo, é uma excelente forma de se auto-observar e mais uma evidência para se realizar diagnósticos mais efetivos, porém mais dispendiosos.

Bibliografia:

http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=disrupted-sleep-might-signal-early-stages-of-alzheimers

http://davidkanigan.files.wordpress.com/2012/06/yawn.jpg?w=316&h=212

Escrito por: Matheus Ravel Timo Barbosa

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From → Diagnóstico

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