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Exame de Sangue no diagnóstico de Alzheimer

fevereiro 28, 2013

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O rei dos exames acaba de expandir seu reinado a mais um domínio. Pesquisadores de diversas instituições de estudos neurológicos em Madrid desenvolveram um meio de detectar biomarcadores de Alzheimer em células do sangue. Medindo-se a taxa de emissão e absorção de luz infravermelha por leucócitos mononucleares, é possível diferenciar com grande eficácia a presença de indicadores da doença e sua concentração, de acordo com a evolução da demência. A pesquisa foi feita com pessoas em diversos estágios do mal de Alzheimer e com um grupo controle de pessoas saudáveis.

Acredita-se que essas células imunológicas carregam consigo partes e produtos das placas ß-amiloide. Isso acontece por que essas células, antes de se dirigir a algum tecido, “rondam” o corpo, tendo contato inclusive com o sistema nervoso.

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Microscopia Eletrônica de Varredura de Leucócito Mononuclear.

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Imagem mostrando um modelo de Amida I, presente em folhas-ß resultantes de placas ß-amiloide e essencial na detecção para o diagnóstico por infravermelho.

Assim, detectou-se, utilizando a técnica de espectroscopia com infravermelho, deposições de formações em folha-ß e acúmulo de radicais carbonila. Cada uma dessas estruturas foi detectada em uma faixa de luz diferente (provenientes de interações a níveis atômicos diferentes – frequência do grupo amida I nas folhas-ß e da ligação C=O da carbonila, respectivamente) e sua concentração era proporcional ao estágio da doença e estavam em níveis destoantes do grupo controle saudável. A técnica possui uma margem de erro pequena, quando comparada com outras técnicas mais dispendiosas, incômodas e invasivas.

Esse foi um grande passo para o desenvolvimento de métodos mais rápidos, práticos e eficazes para o diagnóstico do Alzheimer. Principalmente no que diz respeito à detecção precoce da doença, onde se mostrou mais eficaz. Agora os pesquisadores possuem um novo desafio: analisar os leucócitos mononucleares de outras doenças semelhantes ao Alzheimer, de maneira a desenvolver um diagnóstico diferencial, sabendo-se se essas doenças também acabariam por desenvolver folhas-ß nas células imunológicas ou não. Caso afirmativo, procurariam diferenciar os níveis dessa estrutura nas diversas doenças.

Eis que mais e mais alternativas para o diagnóstico precoce do mal de Alzheimer surgem a cada dia. No próximo post a respeito de diagnósticos, será abordado novamente o diagnóstico a partir de exames de sangue. Novas descobertas são feitas nesse tipo de diagnóstico e uma delas será o nosso próximo tema.

Bibliografia:

http://www.sciencedaily.com/releases/2012/01/120125112703.htm

Pedro Carmona, Marina Molina, Miguel Calero, Félix Bermejo-Pareja, Pablo Martínez-Martín, Isabel Alvarez, Adolfo Toledano. Infrared spectroscopic analysis of mononuclear leukocytes in peripheral blood from Alzheimer’s disease patientsAnalytical and Bioanalytical Chemistry, 2012

http://en.wikipedia.org/wiki/Lymphocyte

http://www.visualphotos.com/image/1×8710592/monocyte_basoplasm_esm_electron_scanning

Escrito por: Matheus Ravel Timo Barbosa

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From → Diagnóstico

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