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Não é apenas amilóide: hiperintensidade de substância branca e doença de Alzheimer

março 1, 2013

O titulo desse post  carrega informações e credibilidade de uma artigo muito recente, publicado na semana passada com o título original “White Matter Hyperintensities and Cerebral Amyloidosis”.

O primeiro post que fala sobre causas do Alzheimer leva em conta principalmente a influencia do peptídeo beta-amilóide. No entanto, a ciência é muito dinâmica, várias “verdades absolutas” podem perder seu posto com o passar do tempo, dando lugar a novas descobertas. Em se tratando de Alzheimer, as informações tornam-se ainda mais dinâmicas tanto pelo fato de ser uma doença um tanto recente quanto pelos mistérios que o corpo humano apresenta principalmente ao tentar se entender como a mente funciona do ponto de vista bioquímico.

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Os correntes modelos que tentam explicar causas da doença de Alzheimer, normalmente dão ênfase a importância do β-amilóide na doença. No entanto, ele sozinho não é suficiente para causar toda a síndrome de demência.  Substâncias brancas em hiperintensidade  (WMHs), visualizadas por ressonância magnética, podem ser um fator chave que contribui para apresentação de Mal de Alzheimer.

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As imagens pertencem a pacientes de 80 anos de idade: o da esquerda com menor acúmulo de WMH e o da direita com acúmulo intenso.

Com objetivo de determinar o impacto de WMHs na expressão clínica de Alzheimer, foram avaliados 21 indivíduos normais (grupo controle), 59 com leve prejuízo de capacidades cognitivas e 20 com Alzheimer diagnosticado clinicamente. Os resultados provaram as teorias: aumento total de níveis de  WMH nos participantes com mal  de Alzheimer, níveis bem maiores que os apresentados pelo grupo controle. E nos grupo com leve prejuízo cognitivo, os resultados conferem risco a um possível futuro diagnostico de Alzheimer.

Assim, hiperintensidade de substância branca contribui para a apresentação da doença, no contexto de deposição significativa de amilóide, pode fornecer uma segunda característica necessária para a manifestação clínica da doença. Como fatores de risco para o desenvolvimento de WMHs são modificáveis, estes resultados sugerem estratégias de intervenção e prevenção para a síndrome clínica da AD.

Escrito por Natália Menezes Corrêa

Fontes

http://archneur.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=1653648

http://www.sciencedaily.com/releases/2013/02/130219172231.htm

http://www.bmj.com/content/341/bmj.c3666

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From → Causas

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